
De Campinas à Ubatuba
480km | 9.800m
de mountain bike...

Km 0,0
Joaquim Egídio é um distrito de Campinas.
Um local onde os ciclistas encontram trilhas, estradas de terra, asfalto para rodar de speed e o esporte conecta milhares de pessoas todas as semanas.
A praia da Lagoinha está localizada na primeira baía, às margnes da rodovia Rio-Santos, na cidade de Ubatuba.
Essa cidade tem uma natureza exuberante e é um convite pra quem busca essa conexão entre esporte e natureza.
Km 480,0

A GRANDE CRUZADA

O formato ideal é dividir a rota em 4 dias. É a melhor maneira de poder aproveitar as pequenas cidades, paisagens e ainda ter um grande desafio de quilometragem e altimetria acumulada por dia.
As cidades tem estrutura de boas pousadas, restaurantes, cultura e um bom banco de praça pra poder refletir sobre toda a experiência.
4 DIAS DE IMERSÃO NA NATUREZA
Dia 1
Campinas - Camanducaia

121km
2.700alt
29% pavimentado
71% estrada de terra
Nível técnico - Baixo
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Sejam bem vindos ao primeiro dia da Rota do Mar. Saindo de Campinas, uma cidade grande, mas que está encostada nas trilhas e região com muita natureza. Foi pertinho do grande centro, de Joaquim Egídio, que partimos. Joaquim, carinhosamente chamado pelos amantes do esporte outdoor, é um distrito de Campinas onde temos um refúgio pra alma. Polo gastronômico, cafés, passeios à cavalo e tudo o que uma família adora, foi o início da nossa jornada. O primeiro dia do desafio e o frio na barriga, no chão molhado, pesado, barrento. Foi o que enfrentamos no primeiro km. Uma chuva que durou a noite toda deixou nossa ansiedade mais amarga e ficamos preocupados com o rendimento durante esse trajeto.
Pra quem mora lá, as subidas parecem normais, mas dá uma olhada aí no gráfico. Já começa subindo e não é pouco!
Rumo à Minas Gerais, cruzamos Morungaba, Tuiuti e Bragança Paulista. Locais que consideramos ser o quintal da nossa casa e onde treinamos semanalmente. É uma região tão completa que há décadas não nos deixa enjoar. Ao nos aproximarmos da Fernão Dias, os trechos de terra já ficaram mais escassos e junto com o asfalto vieram os "quebra-pernas". Subidas curtas porém inclinadas até encostarmos em Camanducaia. Ali o pão de queijo não falta. A boa prosa está presente e o banco da praça te convida a descansar e refletir em tudo o que passamos.
Completar o primeiro dia tem o seu valor. Foi dada a largada, o play, o início do desafio tão esperado.
Dia 2
Camanducaia - Monteiro Lobato

100km
2.200alt
11% pavimentado
89% estrada de terra
Nível técnico - Baixo
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O segundo dia já deixou pra trás a tensão e a ansiedade da saída. Depois de uma boa noite de descanso e bikes limpas, a nossa única atenção estava voltada para o clima. Nuvens carregadas e 110km pela frente. Durante o café da manhã fiz uma alteração no trecho final dessa rota. Troquei o asfalto por uma serra incrível, de terra! Batizamos essa serra de Serra do Batismo! Um poço de cachoeira que convidou o Elsinho a se deitar, refrescar e cravar no coração nosso papo muito satisfatório, que deixou a subida muito mais prazerosa. Isso é algo que eu não perco a oportunidade. A cada km busco entender o propósito de Deus por nos ter colocado ali. Bikes legais, amigos leais, ambientes aconchegantes... Isso só pode ser cuidade dEle por nós!
Saindo de Camanducaia pegamos uma subida de asfalto que já começa na primeira "curvinha" depois que saímos do hotel. São 12km subindo entre bairro, asfalto e terra. Percurso lindo já de início e esse dia foi surpreendente. Região de mata fechada, cruzamos a Melhoramentos, uma plantação de eucaliptos BIZARRA. Depois uma loooonga descida até São Francisco Xavier, onde existem restaurantes e cafés que não vão te deixar passar direto. Pare, curta o ambiente e depois que saborear um bom café, prossiga.
Chegando em Monteiro Lobato tivemos um bom almoço ao lado da Pousada (A Estalagem) e aproveitamos para descansar as pernas. O acúmulo já começou a pesar e a ansiedade pelo terceiro dia já estava batendo.
Que dia, meus amigos! Que dia!
Um show da natureza pra todos nós!
Dia 3
Monteiro Lobato - São Luiz do Paraitinga

110km
2.500alt
21% pavimentado
79% estrada de terra
Nível técnico - Baixo
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A despedida de Monteiro Lobato deixou saudades. Uma cidade muito aconchegante, sem movimento noturno, mas com muita historia. Saímos pela estrada do Livro, asfaltada e com trechos de terra. Já começa subindo!
No km 17 há uma entrada em que a caminhonete não passa. É um pequeno trecho para desviarmos do asfalto. O melhor local para reencontrar a caminhonete foi no km 29, na ponte de travessia do rio Paraíba.
O terceiro dia trouxe um desafio que era cruzar as duas grandes rodovias, Dutra e Carvalho Pinto, e também um centro urbano bastante movimentado. Até aí não há nada de especial, mas não poderíamos perder o contexto do MTB, o contato com a natureza e também fugir dos perigos do trânsito de cidade grande. Alguns zig-zags pelas ruas e fugindo das avenidas, conseguimos cruzar a região de Caçapava. Esse trecho também foi restrito para o carro pois cruzamos a linha férrea (km 33,5) é uma outra porteira (km 38,5). O melhor local para reencontrar o carro é no km 60, somente. São 30km longe do apoio pois há uma passagem sobre um córrego (km 56) em que o carro também não passa. Em dias de muita chuva, nem a bicicleta conseguirá passar por conta do volume de água e da correnteza.
Foi o dia do perrengue! Tivemos problemas mecânicos, locais inacessíveis para o carro de apoio, dúvidas no trajeto, chuva, mas costuramos as montanhas e chegamos em São Luiz do Paraitinga, com uma marmita quentinha esperando por nós!
No carro de apoio tínhamos tudo o que precisávamos. Não faz sentido nenhum levar o carro para carregar comida, somente. Tenham peças difíceis de serem encontradas, partes exclusivas da sua bicicleta, algum remédio para emergências. O carro está ali para isso! Não vacile!
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Dia 4
São Luiz do Paraitinga - Ubatuba

150km
2.300alt
40% pavimentado
60% estrada de terra
Nível técnico - Baixo
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"Dia de descer a serra e chegar no mar. Saindo de S. Luiz temos uma estrada lindíssima de asfalto com uma subida lançada e logo entramos dentro da Mantiqueira. Local com temperatura amena e um visual único! Até o Armazém do Milho (km 33) uns bons picos e uma descida bem veloz e "perigosa". Cruzamos a Rod. Oswaldo Cruz e entramos de fato no trecho da "Volta do Quarteirão". Dali pra frente são 72 km de puro requinte! Não dá pra explicar a sensação de tantas paisagens iguais, mas ao mesmo tempo, diferentes. Dentro da mesma mata, da mesma estrada, mas com muitas variações de profundidade, cores, rios, represa, vilarejos.... Bairro Alto (km 67), Pouso Altinho (km 80) e Pouso Frio (km 96). São 3 locais onde você consegue se abastecer, descansar e depois seguir viagem. Antes disso passamos por Vargem Grande (km 46) com mercadinhos completos, banheiros e muita gente educada pra te atender. Não subestime essa região por conta dos topinhos que vão minando as pernas. Mesmo sendo um trecho muito grande de terra, ali é o local mais completo para você não ficar sem água ou comida. A caminhonete 4x4 passou com tranquilidade em todos os trechos.
No km 104,5 entramos na rod dos Tamoios, na cara da serra. São 14km de descida até ficar totalmente plano. Utilize o acostamento e não programe para estar ali em dias de muito movimento.
Assim que termina a serra andamos por ciclovias de Caraguatatuba e finalizamos na praia da Lagoinha. Esse trecho final é de pura resiliência. Ali é onde todo o acúmulo vem à tona porque a vontade de chegar é imensa, mas o corpo não responde à altura da vontade que está na mente. Só chegar. Sem inventar moda ou estragar o grande resultado. Soltar as pernas, ver o movimento e sentir a maresia. Ali é o início do fim. A concretização do grande feito. Completar a Rota do Mar."
Você topa encarar esse desafio?
Para te ajudar eu criei arquivos GPX para a bike e para o carro de apoio.
Como temos locais onde o carro não consegue passar, fique atento aos detalhes e se precisar de alguma ajuda, é só me chamar.
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Fundamental o motorista ter um ciclocomputador para poder se situar e ter certeza do trajeto.
Arquivo GPX - Carro de apoio
Arquivo GPX - Carro de apoio
DICAS DE HOTÉIS E POUSADAS





Campinas
Em Campinas, os hotéis não ficam próximos ao ponto de início da rota. É necessário carro para deslocamento (aprox 13km por vias movimentadas)
Camanducaia
Monteiro Lobato
São Luiz do Paraitinga
Lagoinha - Ubatuba

"A Rota do Mar não é pra ser feita sozinho. Escolha bem os seus parceiros e tenha certeza de que eles estão abertos a te ouvir e você, aberto a ouví-los também.
Não desperdice seus dias. Saiba contá-los de forma que, quando você deitar a cabeça no travesseiro, Deus seja o mais engrandecido e Jesus tenha sido o seu melhor companheiro nessa viagem.
De resto, deixo o meu incentivo para que você viva uma vida que seja diferente. Faça a sua diferença."
Bruno Alaite




